Artigos · 5 min · 2026-09-06

Quanto custa um funcionário — e quanto custa um agente

A conta que todo diretor faz de cabeça, feita no papel, com as fontes.

A coluna da esquerda: o posto

O salário médio de um assistente administrativo no Brasil é de R$ 2.456 por mês, numa base de 1,18 milhão de vínculos do CAGED [2]. Esse é o número que aparece no holerite. O que aparece na conta da empresa é outro: entre 1,5 e 3 vezes o salário bruto, conforme o regime tributário e os benefícios [1]. INSS patronal de 20% nos regimes de Lucro Presumido e Real, FGTS de 8%, provisão de férias de 11,11%, de 13º de 8,33%, de rescisão de 4% — antes de vale-transporte, plano de saúde, equipamento e o tempo de quem gerencia.

E há o custo que não entra em planilha: o posto trabalha oito horas, cinco dias, com férias, e leva meses para chegar ao ritmo. O trabalho que precisa acontecer às 22h de sábado precisa de outro posto.

A coluna da direita: o agente

Um agente da frota é uma assinatura mensal por função. Trabalha 24 horas, não tira férias, começa a rodar em dias quando a função já está em serviço, e entrega no fim de cada mês a própria ficha técnica: quantas execuções, quantas deram certo, quanto demorou. O número dele nesta vitrine é “sob consulta” — não por estratégia, mas porque o escopo muda o preço, e a Strategile prefere dizer o número depois de ouvir o que precisa ser coberto a publicar um valor que não corresponde ao trabalho.

O caso público mais citado do outro lado da conta é o da Klarna: o assistente de atendimento fez, no primeiro mês, o trabalho equivalente a 700 agentes em tempo integral, e a empresa estimou US$ 40 milhões de melhoria de lucro no ano [3].

O contraponto que fica no mesmo artigo

Um ano depois, a Klarna voltou a contratar gente para o atendimento. O CEO disse que o custo tinha sido um fator de avaliação predominante demais, e que “o que você acaba tendo é qualidade mais baixa” [4]. Esse é o argumento contra contratar agente por preço — e é o argumento a favor de contratar agente por número medido.

A carta de cada agente mostra a taxa de acerto e um traço quando não há amostra. Se o número não sustenta o degrau de autonomia, ele não sobe. A conta que fecha não é “agente é mais barato que pessoa”; é “esta rotina, feita por este agente, acerta N% e custa X — e a pessoa que fazia isso agora decide em vez de repetir”.